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Maracajá cobra mais presença de diretoria durante derrotas: 'Torcedor sente necessidade'

Para exemplificar, Ricardo citou seu avô, Paulo Maracajá, campeão brasileiro com o clube em 1988

Foto: Reprodução / Youtube


Ex-conselheiro do Bahia, Ricardo Maracajá acredita que o principal problema da gestão de Guilherme Bellintani foi ter se distanciado do torcedor nos momentos mais difíceis. Reeleito em 2020 com 86% dos votos, o atual presidente lida atualmente com um pedido de impeachment do grupo de conselheiros "O Bahia é de Todos e Todas".


"O torcedor quer se sentir representado. A gente sente a falta da presença de Guilherme, de Vitor, nas entrevistas, na interlocução com os torcedores. Óbvio, a pandemia afastou. Mas tínhamos muita proximidade. Tínhamos encontros na Fonte Nova, os sócios participavam. E eu não vejo um trabalho da direção de aproximar. Óbvio que isso não pode sair do patamar da normalidade, nunca vamos compactuar com violência, com nada do tipo. Mas sentimos que eles precisam se aproximar mais dos torcedores", avaliou o advogado, em entrevista ao programa BN Na Bola, da Rádio Salvador FM 92,3, apresentado por Emídio Pinto, Glauber Guerra e Ulisses Gama.


Para exemplificar, Ricardo citou seu avô, Paulo Maracajá, campeão brasileiro com o clube em 1988.


"Quando o clube começou a perder, antes da reeleição, os torcedores, os grupos, entenderam os equívocos. Ele [Bellintani] indicou a melhora. Mais de 80% confiou na reeleição. A partir dali, uma experiência que tenho muito de meu avô Paulo é que ele aparecia mais vezes na derrota do que quando vencia. O torcedor sente mais necessidade do presidente presente no momento da derrota. Com os resultados negativos, Guilherme e Vitor [Ferraz, vice-presidente] foram se tornando mais reclusos para resolver os problemas internos", comentou.

Apesar do mau momento, o ex-conselheiro não entende que o pedido de impeachment vá proceder. "Me pareceu mais uma atitude política do grupo, quis mostrar sua insatisfação com Guilherme, mas juridicamente é muito frágil. Temos que ter no pedido uma conduta com a intenção efetiva de lesar o clube. O próprio artigo utilizado de fundamentação exige essa intenção. E não dá para configurar que o atraso, a demora de contratar um diretor tem a intenção de lesar o clube. Não tem como comprovar isso, a não ser que existisse uma declaração efetiva de Guilherme ou de Vitor. Mas não acredito que vá vingar. Ninguém está feliz com a situação do Bahia. Muitas críticas têm que ser feitas, eles têm que melhorar muito no futebol, mas não podemos abalar nossa estrutura democrática por conta de pedidos meramente políticos", opinou.

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